5 dicas para garantir eficiência nos sistemas de segurança no condomínio
Mais do que equipamentos, para promover a segurança do condomínio é preciso planejamento e conhecimento
Morar em edifícios é a opção de muitos brasileiros que buscam segurança, principalmente nas grandes cidades. Mas o seu condomínio é seguro? Talvez não. Mais do que grades, câmeras, alarmes, para promover a segurança do condomínio é preciso planejamento e conhecimento.
Entrevistamos os consultores de segurança André de Pauli e Elton Pitta e, com a ajuda deles, listamos os cinco pontos da gestão de segurança que você não pode perder de vista.
Certifique-se da instalação adequada das câmeras
Esta é uma escolha que pode contribuir e muito com a gestão de segurança, na opinião dos especialistas.
Pauli aponta que as câmeras de vigilância têm cada vez mais recursos que podem contribuir com o dia a dia do condomínio promovendo agilidade e maior visibilidade. Mas, antes de adquirir um sistema, ele salienta a necessidade de definir claramente os objetivos do sistema. “Elas possuem três objetivos: detectar, reconhecer e identificar. A partir disso é que especificamos o grau de definição desejável” explica.
Pitta lembra também da importância de se contratar profissionais especializados. “Em primeiro lugar deve ser confeccionado um projeto por um especialista em segurança (engenheiro), considerando as melhores soluções de mercado, condição e interesse de investimento por parte do condomínio, finalizando com um efetivo acompanhamento da implantação das soluções contratadas e seu funcionamento conforme especificações do projeto”, frisa.
Gerencie bem sua equipe
Liderança proativa e treinamento são palavras-chaves para uma gestão eficiente. “Uma gestão eficaz da equipe, a comunicação efetiva entre a gestão e os colaboradores; um efetivo registro das informações e testes sistemáticos para manter a atenção, foco e correção de posturas minimizam possibilidades de invasões, roubos ou furtos e aumentam a sensação de segurança”, aponta Pauli.
Ao encontro disso, Pitta recorda que promover capacitação é imprescindível à boa gestão. “Quando falamos em vigilante, existe legislação específica (Lei n. 7.102) que define a formação e suas reciclagens, que são a cada dois anos. Há necessidade de desenvolver programas de treinamento, acompanhar a assimilação do conhecimento por meio de testes e simulações, elaborar procedimentos e criar rotinas” afirma.
Fique atento ao entorno do condomínio
Apesar de o entorno ser de responsabilidade dos órgãos públicos de segurança, é preciso ver além dos muros. Pauli avalia a necessidade de monitorar essas áreas a fim de antecipar tentativas de invasão, intrusão, dentre outras e sugere participação social como ferramenta. “É importante integrar ações sociais e fomentar a vigilância solidária”, comenta.
Já parcerias na rede de vizinhos e apostar na boa iluminação são as apostas de Pitta. “Os gestores dos condomínios devem manter relacionamento com os vizinhos para troca de informações de anormalidades e situações suspeitas, criando uma comunicação ágil e eficaz”, esclarece.
Avalie periodicamente sua estrutura
Cada condomínio requer um plano de ação personalizada e para que a eficácia da metodologia seja garantida, os especialistas apontam que é preciso se reinventar. “Como na medicina tudo começa com o diagnóstico e exames, resulta em um prognóstico e receitamos soluções apropriadas a cada ambiente, porém é preciso testes frequentes no sistema e um plano anual de verificação”, expõe Pauli.
Atenção às melhorias de equipamento é a recomendação de Pitta. “A cada dia surgem alternativas de ferramentas. Os condomínios que não se adaptaram ficam mais vulneráveis a ações de meliantes”, considera.
Engaje os moradores
Sem a adesão dos moradores, não há sistema seguro. Regras claras de procedimentos e mobilização dos condôminos são fundamentais. “Segurança em condomínio vai muito além de roubos e furtos com origem externa. Aliás, a maioria das ameaças encontra-se mais próxima dos moradores do que se imagina”, diz Pauli.
Para Pitta, a solução para conscientizá-los pode ser a realização de reuniões periódicas. “Os moradores devem estar cientes das regras, procedimentos e definições que constam do regulamento interno para poder colaborar comunicando quaisquer anormalidades ou falhas operacionais do sistema”.
Fonte: Condomínios SC